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Testando a Spin

A Chevrolet gostou do sucesso do Cobalt, que supera as 28 mil unidades vendidas no acumulado do ano, e herdou componentes mecânicos e de acabamento do sedã para desenvolver a Spin, com objetivo de alcançar a mesma “graça”. A minivan, que estreia no Brasil por R$ 44.590,00, foi posta à prova em um teste de 150 km que teve início na marginal Pinheiros, com sentido à rodovia Castelo Branco, em São Paulo.

A versão utilizada foi a mais completa, LTZ, com capacidade para levar até sete passageiros. A partida foi dada, e o motor 1.8 l de 108 cavalos logo se mostrou disposto para arrancar pela marginal, em um raro momento sem tráfego intenso. Na reta, quase sem veículos à frente, a transmissão automática de seis velocidades tenta entender os comandos quando se pisa com vontade no acelerador, e parece restringir o desenvolvimento da unidade de força. Por isso, é preciso paciência em situações como retomadas ou subidas. A unidade de força demora para responder e arrancar com os 1.255 kg da Spin – e na ocasião do teste, a minivan levava apenas três passageiros adultos.

Ainda chama a atenção o modo como as rotações são elevadas, quase esbarrando na faixa máxima de giro, quando se exige um pouco mais do motor. Em trecho urbano, no entanto, a resposta do motor é boa, já que o torque se mostra disponível a partir dos 2.500 rpm.

Na rodovia, por conta de radares, a velocidade máxima atingida foi de 120 km/h. Em tal velocidade, a Spin se comporta de maneira confiável e a comunicação entre rodas e volantes é precisa. A posição elevada de condução é confortável e passa a impressão de segurança. Como o trecho não possui curvas acentuadas, não foi possível perceber se, de fato, a carroceria da minivan segura nessas situações.

Com 2,62 m de entre-eixos – e mesma plataforma do Cobalt -, o concorrente da Nissan Livina e Grand Livina, Volkswagen SpaceFox e JAC J6 comporta confortavelmente dois adultos ou três crianças no banco traseiro. Mesmo sendo dita como substituta do Meriva, a nova minivan da Chevrolet não herdou itens interessantes do modelo, como bandejas “de avião” nas costas dos bancos do motorista e passageiro. No lugar disso, apenas um porta-revistas. Também não há encosto de cabeça para o passageiro que viaja no meio.

Já para entrar na terceira fileira de bancos, deve-se acionar uma alavanca, que rebate a poltrona. O acesso requer um pouco de contorcionismo por conta do espaço reduzido e do teto, o que acontece também com os modelos da concorrência.

Em termos de acabamento, a Chevrolet seguiu o padrão do Cobalt, introduzindo o mesmo tecido dos bancos nas portas dianteiras e traseiras. No painel é possível constatar a utilização de material plástico em duas cores. O “charme” fica por conta de mínimos detalhes cromados, como os puxadores das portas. O painel de instrumentos também segue as grafias do Cobalt, e a velocidade é mostrada digitalmente.

Quando faltam apenas poucos metros para o teste ser encerrado, a Spin passa ao lado de um taxista que, de dentro de um Meriva, parece curioso para conhecer o novo modelo da Chevrolet. Um dos únicos que se espantou com o lançamento em quase todo o trajeto. Além de taxistas, a Spin deve ser de interesse de famílias com crianças, que buscam o mínimo de conforto no trajeto casa-escola ou em um passeio até à praia. Com pontos positivos como uma lista de equipamentos bem recheada, bom custo/benefício, design e projeto mais atualizado do nicho, a montadora americana espera que 2.800 unidades estejam nas ruas a cada mês.

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