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Conheça as principais tecnologias de frenagem

Entre os sistemas automotivos que mais sofreram atualizações e modernizações nos últimos anos está o de frenagem. Importante elemento de segurança, o freio conta atualmente com tantas tecnologias, normalmente descritas por siglas, que é fácil fazer confusão entre elas.

Para compreender como o freio funciona e saber o que significam siglas como ABS, ESC, EBD e AFU, não deixe de ler este post.

Freios

Tecnologia nos freios atuais

Focadas na segurança dos ocupantes da cabine, de outros veículos e de pedestres, novas tecnologias foram, ao longo do tempo, incorporadas ao sistema de frenagem veicular. Vejamos algumas das principais.

ABS (Anti-lock Braking System)

O ABS (sistema de freio antitravamento) é tecnologia desenvolvida para evitar o travamento e consequente derrapagem das rodas. Seu funcionamento é possível pela atuação de sensores instalados nas rodas, coordenados aos comandos da central eletrônica.

De acordo com a força e a rapidez da pressão exercida no pedal, bem como da velocidade do veículo, sensores identificam a possibilidade de travamento das rodas, enviando sinal à unidade de comando que, por sua vez, determina o alívio da pressão no sistema, evitando o travamento e a derrapagem.

O procedimento (alívio e pressão) pode se repetir algumas vezes por segundo até que o carro pare completamente, sem travamento.

O sistema previne acidentes causados pela derrapagem, permitindo não só a diminuição da velocidade do carro, como a manutenção do controle do veículo em manobras de emergência, como acontece no desvio repentino de obstáculos.

EBD (Electronic Brake Distribution)

O EBD (Distribuição Eletrônica da Força de Frenagem) trabalha, normalmente, associado com o ABS. É possível encontrar carros com ABS sem EBD, mas nunca o contrário.

Se o ABS tem por objetivo principal evitar o travamento das rodas durante a frenagem é o EBD quem consegue dosar e distribuir adequadamente a força da frenagem entre os eixos traseiro e dianteiro, para o melhor aproveitamento e eficiência do sistema.

Sensores de velocidade e carga instalados em cada roda enviam os dados à central de comando, capaz de regular a intensidade da frenagem que será adequada em cada eixo do veículo, separadamente, realizando o balanceamento.  

O sistema trabalha para a estabilidade do carro desde freadas brandas, como em curvas e também nas de emergência.

Por falar em estabilidade, o último sistema que vamos apresentar controla, de maneira mais abrangente e completa, a estabilidade geral do veículo.  

ESC ou ESP (Electronic Stability Control ou Electronic Stability Program)

Considerado por muitos como a melhor inovação em segurança veicular desde a criação do cinto de segurança, o controle de estabilidade eletrônico (ESC) é capaz de reduzir em até 43% a fatalidade dos acidentes, bem como em 83% o capotamento em SUVs, segundo estudos americanos.

O controle de estabilidade funciona com a ajuda de diversos sensores, atuando na correção da trajetória do veículo em situações como curvas, frenagens ou desvios bruscos.

Seus principais componentes são o ABS; uma unidade de comando no centro do veículo, responsável por captar tanto as variações de direção no deslocamento, velocidade, como o movimento do carro ao redor do próprio eixo (YAW Rate Sensor) e um sensor de ângulo de direção, que fica atrás do volante e registra as ações do motorista.

O ESC pode contar, ainda, em alguns modelos, com um sensor capaz de diminuir a aceleração do motor e deixar a direção mais pesada, contribuindo para um controle de trajetória ainda mais eficiente.

Outro dispositivo comumente associado ao ABS e ESC é o EBA (Emergency Brake Assist), também chamado de AFU (L’assistance au freinage d’urgence) que identifica as frenagens de emergência pela força aplicada no pedal pelo motorista, torando o freio ainda mais eficiente (com maior pressão) e de resposta rápida.

Em carros mais sofisticados, o controle de estabilidade eletrônico já é algo muito comum e começa agora a equipar segmentos intermediários e até mesmo de entrada.

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